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Lidos & Recebidos - Setembro de 2020

em sexta-feira, 2 de outubro de 2020


Oi, pessoal!  Vamos relembrar o que aconteceu no meu universo literário no mês de Setembro.  Acompanhem comigo!

Recebidos em Setembro:


 Devido à greve dos Correios, nada chegou por aqui no mês de Setembro.

 
 


Lidos em Agosto:

Prana
Autora:  Jacqueline Farid
Páginas Editora
Páginas: 178
Recebido da Oasys Cultural
 

Prana viaja de Ouro Preto, sua terra natal, até a Índia, onde empreende uma rota sagrada em busca do pai. A jornada da protagonista tem início na futurista Dubai e passa por Nova Delhi, pelas maravilhas do Taj Mahal, pelos templos de Khajuraho, pelo budismo de Bodhgaya, pela yoga de Rishikesh e pelos crematórios de Varanasi, num percurso de descobertas que inclui sexo e repulsa, encontro e separação, medo e coragem, afeto e decepção, suspense e clímax, vida e morte.


O punho do destino & Badulaques
Autor:   Nilo Barroso
Chiado Editora
Páginas: 200
Recebido da Oasys Cultural


O punho do Destino é uma novela nervosa e movimentada, de leitura empolgante, com lances imprevistos e emocionantes. O conflito entre os personagens principais, que aparentem uma serenidade e equilíbrio que não possuem, poderá resultar, a qualquer momento, numa tragédia. Esses momentos nervosos e cruciais constroem um suspense que atinge fortemente o leitor


As Amarras
Autor:   Jorge Sá Earp
Editora 7Letras
Páginas: 176
Recebido da Oasys Cultural


Como numa trama rodrigueana, o casamento de Eusébio com Aglaia tem tudo para dar errado: o noivo sobe ao altar a contragosto e já na festa de núpcias flerta com Inair, um dos garçons que serve à mesa, antecipando uma série de turbulências na vida amorosa. É o próprio Eusébio quem narra aqui, com uma verve inigualável, sua história repleta de reviravoltas. Ao longo das mais intensas peripécias e aventuras sexuais, Eusébio vai se enredando cada vez mais no labirinto da ficção, em meio a toda sorte de malabarismos para manter as aparências e o casamento – como numa peça em que nós, os espectadores, sejamos os únicos a reconhecer todas as máscaras presentes no jogo social, enquanto assistimos com deleite a cada novo ato dessa vida: como ela é.
 
 
O sol vinha descalço
Autor:   Eduardo Rosal
Editora Reformatório
Páginas: 96
Recebido da Oasys Cultural



O poema de Eduardo Rosal, vencedor do Prêmio Maraã de Poesia, aqui em O sol vinha descalço, fez a opção da verticalidade. Com isso eliminou ou reduziu a distância que separa poetar e pensar, e gerou novos espaços nos quais os objetos podem tornar-se sujeitos, como que inesperadamente. E tudo sob os auspícios do "o sal-sol do mundo". Mas o poeta evitou sabiamente calçar ou permeabilizar o sol. Quis simplesmente compreender porque "vinha descalço", e se deixava tensionar entre "abismo e ponte". O texto sujeito alarga o espaço do texto objeto. Recolhe o contexto, mas não se deixa subjugar por ele. A forte aliança de texto e contexto, articulada com perícia, alimenta a ação do fazer poético. É quando a língua, passagem obrigatória, se transforma em linguagem, instância instauradora. O texto irrompe do contexto, e logo proclama a sua independência. Carregando consigo o leve peso das palavras, e a sonoridade cifrada do silêncio. A temerária jornada humana prospera claramente, sem recorrer à exaltação. O verdadeiro poeta não precisa gritar para ser escutado. Os excessos, a hemorragia verbal, a poluição sonora, são capítulos menores de um estranho manual de contravenções literárias. Os torrenciais que me perdoem, mas o comedimento é fundamental.
 
Autora:   Dilma Bittencourt
Topbooks Editora
Páginas: 110
Recebido da Editora


Eis aqui uma comovente história infantojuvenil sobre a passagem do tempo: quando seu pai sai de casa, tudo ganha o cinzento do inverno, que traz o sentimento da ausência e da solidão, da incompreensão e da amargura. Mas a menina, protagonista desse conto lírico, amadurece com suas lembranças e expectativas, floresce aos poucos, junto com a primavera, e finalmente se firma com a certeza do retorno do pai, na chegada do verão. De capa dura, com mais de 30 belas ilustrações coloridas de Miriam Lerner, que também assina a capa e o projeto gráfico, este livro, além de ser um libelo contra o preconceito, é também um projeto ambicioso de levar aos jovens leitores uma narrativa poética e sofisticada, que conduz ao aprimoramento do vocabulário. Com prefácio de Clara Acker, doutora em filosofia pela Universidade de Paris IV/Sorbonne, e uma Carta ao Leitor, no final, assinada pela psicóloga clínica e psicanalista Frinea S. Brandão.


Autor:   Isaac Bashevis Singer
Topbooks Editora
Páginas: 339
Recebido da Editora


Prêmio Nobel de Literatura de 1978, Isaac Bashevis Singer demorou a se convencer de que poderia escrever para crianças. Depois de convencido disso por sua editora nova-iorquina, Elizabeth Schub, ele produziu dezenas de livros infanto-juvenis, dos quais este é o mais completo: além de 36 contos, ao final há um texto, intitulado “São as crianças os críticos literários definitivos?”, onde o autor discorre sobre o que é a boa ficção e como o leitor jovem é “independente e só confia no seu próprio gosto”, ao mesmo tempo que “exige uma história real, com começo, meio e fim, a forma como os contos são narrados há milhares de anos”. Nascido em 1904 em Leoncin, povoado próximo a Varsóvia, Polônia, Singer emigrou em 1935 para os Estados Unidos, onde morreu em 1991. Ali publicou seus romances mais famosos: A família Moskat (1950), Satã em Gorai (1955), O mágico de Lublin (1960), No tribunal de meu pai (1966), Inimigos, uma história de amor (1972), Shosha (1978), O Golem (1982), Yentl (1983) e Escória (1991), alguns deles transformados em filmes de sucesso. Sua primeira obra para crianças se chamou Zlateh, a cabra (1967), e a esta se seguiram, entre outras, Mazel e Shlimazel ou O leite de uma leoa (1967), A hospedaria do medo (1967), Quando Shlemiel foi para Varsóvia (1968), José e Koza (1970), Elias, o escravo (1970), A cidade do pecado (1972), Os bobos de Chelm (1973), Por que Noé escolheu a pomba (1974), Um conto de três desejos (1975), Naftali, o contador de histórias, e seu cavalo, Sus (1976) e este Histórias para crianças (1984), onde se encontram todos os contos que deram título aos livros acima citados, e mais outros 25. Não se trata, porém, de um livro exclusivo para o público infantil: as histórias de Singer, além de universais, emocionam gente de todas as idades. Como ele mesmo disse, “muitos adultos leem e apreciam livros infantis. Escrevemos não só para crianças como para seus pais. Eles, também, são crianças sérias”. A edição brasileira traz um glossário com 114 verbetes para facilitar o entendimento do leitor não familiarizado com a cultura judaica.

Sejam cautelosos e tomem todas as medidas de segurança para se protegerem da Covid.  Aproveitem para ler um pouco.  Em Outubro tem mais!


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