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Lidos & Recebidos : Setembro de 2019

em sexta-feira, 4 de outubro de 2019


Setembro de 2019 foi o mês da Bienal Internacional do Livro no Rio de Janeiro e a atmosfera contribuiu  para a fartura de livros que rolou por aqui.  Agora preciso dá uma acelerada nos livros que estão na fila para leitura.   Espero que curtam as dicas de livros e sugestões de leitura. 

Recebidos em Setembro:


Pepino de Alumínio
Autor:  Kang Byoung Yoong
Top Books
Páginas:  270
Recebido da Oasys Cultural

No dia 15 de agosto de 1990, no exato momento em que um acidente de carro numa estrada de Riga, na Letônia, matava Viktor Tsoi, líder da banda de rock Kino, nascia na Coreia do Sul um menino, Choi Vitório, cuja vida viria a se entrelaçar à do roqueiro. Assim, misturando realidade (Viktor) e ficção (Vitório), o autor montou um enredo envolvente, capaz de fazer rir e emocionar. Ele usa a estrutura de uma fita cassete – com lado A e lado B, além de faixas ocultas – para contar como um garoto tímido e problemático, que não fala direito e é espancado por colegas de escola, encontra redenção após conhecer a música do roqueiro russo, até hoje um ídolo no panorama musical por conta da morte precoce, aos 28 anos. Além das letras de canções da banda Kino, cujos títulos nomeiam os capítulos, o livro traz entrevista de Kang Byoung Yoong (1975, Seul) e a cronologia de vida do músico – um descendente de coreanos que morreu sem realizar o sonho de conhecer a terra de seus ancestrais, e que agora ganha os cinemas do mundo: o cineasta Kirill Serebrennikov acaba de lançar Verão (2018), sobre Viktor Tsoi (1962-90) e seu amigo Mike Naumenko (1955-91), também personagem deste romance comovente




Chiclete

Autor:  Kim Ki-Taek
7 Letras
Páginas: 92
Recebido da Oasys Cultural


Traduzido diretamente do idioma original, Chiclete é o segundo livro de poesia coreana publicado pela 7Letras. Esta obra de Kim Ki-taek se destaca tanto pela originalidade do autor, quanto pela novidade de aproximar o leitor brasileiro de uma cultura vista como distante. Na realidade, por abordar temas essencialmente urbanos, Chiclete pode ser compreendido por qualquer dito ‘cidadão do mundo’. Sem inibição, a poesia de Ki-taek expõe incômodos, ideias fixas e cenas do cotidiano urbano, atraindo e enredando o leitor em seu estilo único – flexível e aderente tal qual um chiclete.


Cárcere Privado

Autora  Margarida Patriota
7 Letras
Páginas: 180
Recebido da Oasys Cultural


"Lacei-a com fita adesiva de empacotamento, até gastar o rolo todo." Já na primeira frase do livro, o rapto e o sequestro se desenham na voz da narradora, que a partir daí desvela – sempre com uma certa dose de humor e ironia, numa prosa envolvente – toda a série de eventos que culminaram nesta situação extrema. O pano de fundo é a cidade de Brasília, com sua rotina peculiar em que o jogo do poder está presente mesmo nas relações mais singelas, entre vizinhos ou colegas de trabalho. Margarida Patriota se vale de uma trama policialesca para construir um romance psicológico que também serve como uma contundente crítica social. E o faz com maestria: Cárcere privado é um livro que se lê de um fôlego só, e prende o leitor até a última página, como nas melhores histórias policiais.


Vão Livre

Autor :  Tomas Rosenfeld
Editora Reformatório
Páginas: 184
Recebido da Oasys Cultural


Um jovem casal holandês decide mudar com as duas filhas pequenas para São Paulo e construir na metrópole uma “casa dos sonhos”. A partir desse enredo simples, Tomas Rosenfeld constrói uma trama irresistível, em que a sensibilidade e o olhar aguçado do autor sobre os relacionamentos pessoais não só despertam no leitor uma empatia para com os protagonistas, como o levam, também, a empreender, naturalmente, uma espécie de autoanálise. O que estou fazendo com minha vida? Aonde vou? Aonde vamos? Embora jovem, Kees já dispõe de muito dinheiro, obtido com a venda de sua empresa. Mas o que poderia ser um trunfo se mostra, na verdade, uma armadilha. Karin, designer de joias, não quer saber dessa fortuna. E cada um dos dois tem um passado a justificar os obstáculos que a empreitada - novo país, nova escola para as filhas, nova língua, novos dramas - encontra pelo caminho, conturbação que Rosenfeld introduz aos poucos, com maestria, sutilmente, lançando mão de uma delicadeza só alcançada por quem trata as palavras - e os personagens - como cristais. Não há, aqui, nada de caricatural. A objetividade de Kees é turva; a subjetividade de Karin é concreta. Se o veterano e sábio arquiteto contratado pelo casal para projetar a bela casa à beira de uma represa surge como uma figura espiritual capaz de elevar e materializar o sonho, a visão sóbria, cáustica e realista do autor recusa a ideia do conto de fadas. Alternando os narradores - ora Kees, ora Karin -, Rosenfeld arquiteta, aqui, um enredo marcado por encontros e desencontros, pela busca simultânea e utópica por liberdade e proteção. O vão livre do título, ao abrir possibilidades ilimitadas de interpretação, joga com o espaço vazio e ao mesmo tempo preenchido, expressando na escrita do autor aquilo que se quer, aquilo que se sonha junto ou separadamente, aquilo que se ergue na alegria - mas também aquilo que falta, aquilo que dói e fere, aquilo que enseja temor e dúvida. A vida real, enfim." (Bernardo Ajzenberg)



Águas que passam
Autora :  Nilva Dematé Zolandek
Editora Autografia
Páginas: 88
Recebido de Andréa Drummond

Águas que passam - é uma narrativa bastante psicológica- ora literária, ora filosófica; que se passa no Oeste Paranaense e que tem como cenário uma casa simples à beira de um rio. Narrada em primeira pessoa a menina de 10 a 11 anos, vai contando uma história dentro da outra...Muitos personagens rústicos e realistas trazem à tona a questão do preconceito, da vida sem recursos dos idos de 70 e da alegria pura e genuína de vizinhos agricultores e da solidariedade entre aquela gente sem posses. Num enredo que explora o fluxo de consciência dos personagens a menina vai desfiando pensamentos-“ acelerados pensamentos que nunca podiam parar...” e como quem assiste a tudo e a tudo vê mas nada pode falar “ porque criança daqueles tempos não participava de conversas de adulto...mas compreendia... ainda que no jeito de compreender de uma menina pequena da beira de um rio...” a narradora vai contando suas aventuras, suas alegrias pueris, seus medos e seus fantasmas, suas decepções ao descobrir que “uma mãe também podia mentir...” e que “ uma pessoa pode ser mais ou menos aceita dependendo da cor da sua pele...” e ainda “ então as crianças também podem morrer...?!” ou: “como é que se podia viver em uma casa sem uma mãe para vir nos cobrir à noite?...” A narrativa vai se construindo, no dizer da narradora, pela correnteza do rio...é o rio o protagonista companheiro que dá à menina os sonhos e todas aquelas invencionices. É através dele que ela busca a linha mestra e se acaso se perder de uma narrativa á outra e esquecer a principal, será ele o fio condutor que a trará de volta. A história é narrada por uma criança e é, por seu teor filosófico e questionador, um livro para ser lido por gente grande também.



A Casa dos Deuses - Os Guardiães #2
Autor :  José Leonídeio
Editora Autografia
Páginas: 574
Recebido de Andréa Drummond

Os Guardiães se remete a luta de Ângelo/Ogum Onyrê, filho de Nlá Eiyê e Dandara, herdeiro do compromisso de seus pais com o último Tupinambá, Aimbirê, na preservação da cultura Tupinambá e da Casa dos seus Deuses, a Floresta da Tijuca. A derrubada da Floresta para plantio do café, principalmente pelos ingleses, trouxe como consequência a diminuição da água das nascentes, com repercussão no abastecimento da cidade. Este cenário associa-se aos fatos históricos da época, como a defesa da cidade pelas maltas de capoeiras contra a tentativa da milícia irlandesa de se apoderar de São Sebastianópolis; a epidemia de Febre Amarela; a vingança do santo Pretinho, São Benedito; a chegada da luz do lampião a gás; os olhos do Demo na visão das carolas; a construção da primeira Estrada de Ferro. À defesa da cultura nativa se misturam personagens reais e fictícios sob o comando de Dom Pedro II, da Imperatriz Tereza Cristina, da Condessa de Barral, Luíza Marlene, e do Anjo Negro da Quinta Imperial, Rafael, da mãe de leite do Imperador Catarina e sua cozinheira, Joana. Além de Manuela dos Bons Prazeres, o seu sol, o francês Frouchard, as gêmeas Filó e Tudinha, Clara e o Cigano Igor, além de Zaika, Zaila e Eusébia, a menina Belinha e bailarina Marietta Baderna. No romance, estão caracterizadas nobreza e plebe, e toda uma cultura híbrida de ciganos, judeus, índios, negros e brancos religiosos, até a vitória final, o reflorestamento da Casa dos Deuses Tupinambás.



Não há crime nas montanhas
Autor :  Reymond Chandler
BestBolso
Páginas: 334
Recebido do Blog Alegria de Viver e Amar o que é bom (Rudynalva)

Esta antologia resgata cinco contos clássicos de Raymond Chandler, incluindo três aventuras com o detetive Carmady, uma de Steve Grayce e uma com John Evans. Os detetives criados por Chandler são homens acostumados com as duras regras de sobrevivência nas ruas das grandes cidades; não seguem regulamentos, mas rigorosos códigos de honra. O private eye Carmady prefere casos simples, como encontrar um marido que saiu de casa e nunca mais voltou; mas que, quando esbarra em mistérios maiores, não resiste e vai muito além do que recomenda o senso profissional. Steve Grayce é capaz de sorrir, mesmo quando percebe que está se envolvendo com uma grande encrenca. Já John Evans não faz perguntas antes da hora, tenta não se aborrecer à toa e aprecia um bom prato. Ao longo dos cinco contos, em estilo ácido e cruel, Chandler mostra que há crimes em qualquer lugar.



O Dia Seguinte
Autor :  Rhidian Brook
Intrínseca
Páginas: 272
Compras Bienal

Hamburgo, 1946. Milhares de pessoas vagam, sem abrigo, pela região denominada Zona de Ocupação Britânica. Encarregado de supervisionar a reconstrução da cidade arruinada e de comandar a desnazificação do povo derrotado, o coronel Lewis Morgan requisita uma casa junto ao rio Elba, onde deverá viver com sua esposa enlutada pela morte do primogênito e o filho mais novo do casal, dos quais esteve distante mais de um ano. Ao contrário do que se espera, porém, o oficial inglês não força os antigos proprietários alemães, um viúvo e sua filha, a abandonarem a casa: insiste em que as duas famílias dividam o mesmo espaço. Assim, nesse ambiente carregado de conflitos e tensões, personagens controversos cujas vidas emocionais são influenciadas pela política e pela história se revelam e tornam a possibilidade de uma reconciliação extremamente real. Um livro emocionante e convincente, "O dia seguinte" mostra que as cinzas da guerra encobrem não apenas o certo e o errado, mas também a verdade e a mentira.


O Diário de Anne Frank
Autora :  Anne Frank
Pé da Letra
Páginas: 244
Compras Bienal

No auge da Segunda Guerra Mundial uma garota ganha em seu aniversário de 13 anos um caderno de autógrafos. Tinha um fecho, capa dura de tecido xadrez vermelho e branco. O nome da garota era Anne Frank e ela gostava muito de escrever. Por isso, transforma o caderno em um diário. Menos de um mês depois, Anne, a irmã Margot e os pais vão para um esconderijo secreto, onde passam mais de dois anos, com outras quatro pessoas, para não serem enviados para um campo de concentração. Os nazistas acharam o esconderijo e o grupo não escapou do holocausto. Anne, que era judia, morreu pouco antes de fazer 16 anos. Porém, o diário onde foram narrados os momentos sobre a vida de Anne Frank e as acontecimentos vivenciados no anexo secreto sobreviveu ao tempo. Foi publicado pela primeira vez em 1947 e se tornou um dos livros mais lidos do mundo, traduzido para mais de 60 idiomas.




9 e 1/2 Semanas de Amor
Autora :  Elizabeth McNeill
Universo dos Livros
Páginas: 152
Compras Bienal

A história real que inspirou o filme de Kim Basinger e Mickey Rourke. 9 e 1/2 semanas de amor traz as memórias que serviram de inspiração para um dos filmes eróticos de maior sucesso da história. Essa história é tão incomum, ardente e extrema em sua psicologia e sexualidade que vai tirar seu fôlego... Elizabeth McNeill era uma executiva em uma grande corporação quando começou um tórrido romance com um homem que conheceu por acaso. A excitação sexual dos dois era tão intensa que, à medida que o relacionamento progredia, eles se jogavam em variações cada vez mais perigosas e elaboradas daquela fantasia – até Elizabeth renunciar todo o controle sobre seu próprio corpo e mente. Com um distanciamento que torna as experiências e sensações que descreve ainda mais assustadoras, Elizabeth McNeill revela, habilidosamente, sua história e convida o leitor para o mundo hipnotizante, sexy e perigoso de 9 e 1/2 Semanas de Amor um mundo que você não vai esquecer tão cedo.






Lidos em Setembro:


O filho daquela que mais brilha
Autor:  JP Santsil
Editora:  Chiado
Recebido do autor.


Aqui começa uma história de amor e luta, de esperança e liberdade, de profecias, espiritualidades e crenças messiânicas no período colonial português, espanhol e holandês no Brasil. Esta saga tem palco no Quilombo dos Palmares, (“Estado Livre” dos muitos povos africanos, ameríndios e criptojudeus perseguidos e escravizados) situado entre o atual estado do Pernambuco e Alagoas, onde era a Capitania Hereditária de Pernambuco e nos conta uma história mística de um Preto Velho GRIOT chamado Djeli, um descendente dos antigos contadores de histórias africanos e de N’zambi, um jovem da descendência real do Antigo Império Congo, que futuramente se tornaria um dos maiores heróis negros da história dos africanos escravizados, forçadamente trazidos para o Novo Mundo.



 

Joana e o Pássaro Azul
Autor:  Thiago Drumond
Editora:  Motres
Páginas:  22
Recebido do Autor

Joana encontra um pássaro azul machucado no sítio do seu avô. Junto com o bom velhinho ela leva o pássaro para casa com o intuito de cuidar dele. Acompanhe essa aventura onde o leitor é que escolhe o final.









Passagem para a escuridão (Volume 1)

Autor :  Danilo Sarcinelli
Jambô Editora
Páginas: 288

Noite após noite, as sombras travam uma batalha silenciosa pela alma do jovem príncipe Lúcio Dante. Há poucos dias de seu aniversário de dezoito anos, Lúcio se vê envolvido em uma série de eventos que o farão questionar tudo que sabe sobre si mesmo e sobre sua origem. Um atentado contra sua vida coloca a família real em estado de pânico, em especial às vésperas do regresso de seu tio César, o príncipe exilado. O fanatismo inconsequente de César levou seu pai, rei Augusto Dante, a bani-lo do reino e agora ele retorna, trazendo na bagagem um segredo capaz de mudar o destino da humanidade. A guerra contra os seguidores das trevas está para recomeçar e ambos os lados buscam seus reforços. Quando o sol se põe no paraíso, será preciso muita coragem para seguir em frente e enfrentar a escuridão.



Vão Livre
Autor :  Tomas Rosenfeld
Editora Reformatório
Páginas: 184
Recebido da Oasys Cultural


Um jovem casal holandês decide mudar com as duas filhas pequenas para São Paulo e construir na metrópole uma “casa dos sonhos”. A partir desse enredo simples, Tomas Rosenfeld constrói uma trama irresistível, em que a sensibilidade e o olhar aguçado do autor sobre os relacionamentos pessoais não só despertam no leitor uma empatia para com os protagonistas, como o levam, também, a empreender, naturalmente, uma espécie de autoanálise. O que estou fazendo com minha vida? Aonde vou? Aonde vamos? Embora jovem, Kees já dispõe de muito dinheiro, obtido com a venda de sua empresa. Mas o que poderia ser um trunfo se mostra, na verdade, uma armadilha. Karin, designer de joias, não quer saber dessa fortuna. E cada um dos dois tem um passado a justificar os obstáculos que a empreitada - novo país, nova escola para as filhas, nova língua, novos dramas - encontra pelo caminho, conturbação que Rosenfeld introduz aos poucos, com maestria, sutilmente, lançando mão de uma delicadeza só alcançada por quem trata as palavras - e os personagens - como cristais. Não há, aqui, nada de caricatural. A objetividade de Kees é turva; a subjetividade de Karin é concreta. Se o veterano e sábio arquiteto contratado pelo casal para projetar a bela casa à beira de uma represa surge como uma figura espiritual capaz de elevar e materializar o sonho, a visão sóbria, cáustica e realista do autor recusa a ideia do conto de fadas. Alternando os narradores - ora Kees, ora Karin -, Rosenfeld arquiteta, aqui, um enredo marcado por encontros e desencontros, pela busca simultânea e utópica por liberdade e proteção. O vão livre do título, ao abrir possibilidades ilimitadas de interpretação, joga com o espaço vazio e ao mesmo tempo preenchido, expressando na escrita do autor aquilo que se quer, aquilo que se sonha junto ou separadamente, aquilo que se ergue na alegria - mas também aquilo que falta, aquilo que dói e fere, aquilo que enseja temor e dúvida. A vida real, enfim." (Bernardo Ajzenberg)

Continuem ligadinhos por aqui.  Outubro tem mais!

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