Era verão. Tempo de sonhos e do despertar da natureza. Um
período onde tudo se renova. A vida brota e os amores acontecem. Era
assim que deveria ter sido como em tantos outros verões. Feito de dias
longos e de noites curtas. Feito de flores, de sonhos e sonhadores.
Este porém seria diferente. Seria feito de dor. O sol por mais quente
que fosse não conseguiria diminuir o sofrimento que veio avançado pelas
águas do Volga.








