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terça-feira, 12 de junho de 2018

Entrevista: Marina Solé Pagot (Divulga Escritor) - Por Shirley M. Cavalcante



Por Shirley M. Cavalcante (SMC)
Marina Solé Pagot, nascida em 29 de abril de 2002 em Bento Gonçalves, estuda no Colégio Santa Rosa e desde pequena escreve histórias e gibis. Escreveu seu primeiro livro aos 12 anos, e o segundo e o terceiro (pertencentes à trilogia), aos 14 e 15 anos. Em 2017, lançou seu primeiro livro, “Coração de Obsidiana”, e em outubro de 2018, vai lançar a sequência da trilogia.
Além de romances, também escreve crônicas e pretende uni-las em uma obra. Vem trabalhando em outro livro chamado “O Livro Que Ninguém Consegue Ler”, um romance curto e utópico. Além da escrita e leitura, tem paixão pela música – toca guitarra desde seus 11 anos. Pretende cursar jornalismo na faculdade e espera fazer as pessoas se apaixonarem pelos seus textos e personagens.
“A leitura em si sempre foi muito importante para mim, e a escrita se tornou a maneira para eu me expressar, ver, conforme o tempo, as minhas mudanças – do modo de pensar, de escrever, de ver a vida. Então, escrever é de extrema importância para mim.”
                Boa leitura!

Escritora Marina Solé Pagot, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que a motivou/inspirou a escrever “Coração de Obsidiana”?
Marina Pagot - Aos 11 anos mergulhei profundamente no universo literário e comecei a escrever alguns textos e pequenas histórias. Um ano se passou e eu estava pronta para começar a escrever alguma coisa, e inspirada pela música Brick by Boring Brick, de Paramore e todos os contos de fadas, decidi escrever sobre um universo paralelo dos contos de fadas, dando origem à “Coração de Obsidiana”.

O que a escrita representa para você, que tem 16 anos, um livro publicado e previsão de mais dois lançamentos para 2018?
Marina Pagot - Um modo de, ao mesmo tempo, eu conseguir fugir da realidade e me encontrar. A leitura em si sempre foi muito importante para mim, e a escrita se tornou a maneira para eu me expressar, ver, conforme o tempo, as minhas mudanças – do modo de pensar, de escrever, de ver a vida. Então, escrever é de extrema importância para mim.

Apresente-nos “Coração de Obsidiana”.
Marina Pagot - “Coração de Obsidiana” conta a história de três adolescentes – Beatriz, Tomás e Davi – que, ao caírem na toca de um coelho branco se encontram em Tasten, um dos reinos dos contos de fadas. Com o tempo, eles conhecem personagens característicos, como Peter Pan e os Meninos Perdidos, o Chapeleiro Maluco, Chapeuzinho Vermelho etc. Acabam por descobrir que são Os Três Escolhidos, pois uma profecia antiga havia avisado sobre a chegada, e tais escolhidos seriam responsáveis por salvar os contos de fadas de um grande mal. Nesta primeira parte da trilogia, os três amigos têm que derrotar a Rainha Má, mas que, para sua surpresa, não é o maior mal do reino. O único aviso que lhes é dado é: “Tomem cuidado com as sombras”.

O que representa o título?
Marina Pagot – Inspirei-me na série Once Upon a Time – também baseada em contos de fadas –, na qual a Rainha Má arranca corações para controlar as pessoas; e com o seu coração sendo negro devido à sua maldade, tomei como referência as “trevas”, a obsidiana, uma rocha vulcânica bem escura. Como o objetivo dos Três Escolhidos é derrotar a Rainha Má, o empecilho que enfrentam é que o coração desta rainha está escondido e recoberto de obsidiana, mostrando sua escuridão.

Em que momento soube que esta obra faria parte de uma trilogia?
Marina Pagot - Desde o início eu já tive a ideia de escrever uma trilogia. Quando comecei já sabia o início e o fim do primeiro livro e o fim do terceiro. O desafio foi saber chegar até lá.

Qual o momento, enquanto escrevia a obra, que mais a marcou?
Marina Pagot - O momento que mais me marcou no primeiro livro foi, provavelmente, a cena final, em que os três combatem a Rainha Má. Gosto bastante de escrever as cenas de confronto e de narrativa, por isso é uma das minhas preferidas em “Coração de Obsidiana”.

Qual o cenário, espaço geográfico, escolhido para a obra?
https://portalliterario.comMarina Pagot - Sendo um universo alternativo, dentro dos contos de fadas, o cenário é predominantemente medieval e florestal. No entanto, nos primeiros e últimos capítulos há a presença de um espaço atual, uma cidade.

Onde o leitor pode comprar seu livro?
Marina Pagot - Como foi lançado de forma independente, ele está presente nas livrarias das cidades de Bento Gonçalves (Dom Quixote, Aquarela e Paparazzi), Carlos Barbosa (Papeluxo, Papelada, Apollo e AP), Garibaldi (Disco Center) e Caxias do Sul (Maneco e Arco da Velha). Buscamos expandir a distribuição.

Apresente-nos seus próximos lançamentos literários.
Marina Pagot - “Cavaleiro Branco”, o segundo livro da trilogia, no qual eles voltam seis meses depois para Tasten para combater Stefano Frank – O Cavaleiro Branco – que mantém Tomás Garcia como prisioneiro e experimento. Aos poucos, os três vão percebendo sua ligação com esse reino e o que representam para a história dos contos de fadas.
“Reino de Memórias”, o terceiro e último livro. Neste, após três anos os Três Escolhidos são chamados novamente para os contos de fadas. Desta vez, eles enfrentam o real desafio e o verdadeiro mal daquela terra: a Sombra. O livro é focado em desenterrar os segredos e o passado de Beatriz, Tomás e Davi, que acabam por descobrir sua relação com o universo e como pertenceram a outras vidas dos personagens dos contos de fadas.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Marina Solé Pagot. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?
Marina Pagot - A leitura e a escrita são as maneiras que tenho para me encontrar. A trilogia “Os Três Escolhidos” tem uma importância extrema para mim, pois ela acompanhou meu crescimento, as mudanças e descobertas que tive durante o período dos meus 12 aos 15 anos. Gosto bastante de ver como meu modo de escrever foi se modificando conforme eu crescia e conforme meus personagens também cresciam. Além de me refugiar em minhas crônicas que, da mesma forma, fazem com que eu possa me sentir mais eu. Espero que minhas palavras possam transportar as pessoas para contos de fadas e universos alternativos, ajudando-as a fugir um pouco da própria realidade e entretê-las com fantasia.

 

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